20 Bebidas Emblemáticas das Suas Respectivas Regiões

20 Bebidas Emblemáticas das Suas Respectivas Regiões

Há bebidas que confundem com a cultura de um país ou região. Algumas assumem importância fulcral para as suas gentes e mesmo para a sua economia e identidade.

Poncha, Madeira, Portugal
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A poncha é conhecida na Índia por pãnch o que quer dizer, traduzindo à letra, cinco ingredientes: o arrack – aguardente de arroz ou noz de coco -, sumo de limão, açúcar, especiaria – chá – e água. Julga-se que um antecedente longinquo desta bebida já era usado nas navegações portuguesas e castelhanas no séc. XVI, resultante de uma calda elaborada para conservar o limão, usado nas viagens para prevenir o escorbuto (devido à carência de vitamina C). O limão era conservado em aguardente e melaço de cana produzidos na Madeira desde o final do séc. XV, a partir da cana de açucar introduzida na ilha logo após o início da colonização. Assim chegou à Índia e ao Brasil no século XVI. No Brasil originou a ‘caipirinha’. Em Cabo Verde bebe-se o grogue com raízes semelhantes. Na Madeira manteve-se praticamente como a origem:1/3 de melaço ou açúcar de cana, 1/3 de aguardente de cana (cachaça) e 1/3 de sumo de limão ou lima.

Caipirinha, Brasil
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A bebida-símbolo nacional no Brasil e talvez o mais famoso cocktail do mundo não podia ficar de fora nesta lista. A capirinha é uma bebida feita com cachaça, limão e açúcar. Existem 40 000 produtores de cachaça no Brasil e cerca de 2000 sinónimos.

Chimarrão, América do Sul
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O chimarrão ou mate é uma bebida característica da cultura do sul da América do Sul, legada pelas culturas indígenas caingangue, guarani, aimará e quíchua. É composto por uma cuia, uma bomba, erva-mate moída e água a aproximadamente 80 graus centígrados. Os primeiros povos de que se tem conhecimento de terem feito uso da erva-mate são os índios guaranis, que habitavam a região definida pelas bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai na época da chegada dos colonizadores espanhóis; e os índios caingangues, que habitavam o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Misiones.

Pulque, México
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É proibido visitar o México sem provar provar o pulque, conhecido pelo seu alto valor nutricional. É feito de ‘aguamiel’, sumo fermentado do ‘maguey’ (agave). No passado, só os nobres tinham acesso a esta bebida.

Pisco Sour, Peru
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Pisco Sour éo “cocktail número 1” do Perú. A bebida é preparada com sumo de limão, açúcar líquido, clara de ovo e Pisco, uma aguardente de uva.

Vodca, Rússia
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A vodca é um destilado obtido a partir de arroz (China, Japão e outros países produtores deste produto) e o restante mais comuns na Rússia e Polónia, devido a fartura de tais produtos: cevada, milho, trigo, centeio, ervas, figos ou batatas, fermentados. A vodca foi uma das primeiras bebidas destiladas a ser descoberta na Rússia e possuía a denominação de aguinha. Este destilado era misturado à água e usado como anestésico e desinfetante e a percentagem de álcool chegava até a 90%. Dmitri Ivanovich Mendeleev, cientista, professor da Universidade de São Petersburgo, deu os primeiros passos para a padronização dessa bebida. Mais conhecido como Mendeleev descobriu a fórmula perfeita para a Vodca por volta do ano de 1893. Após realizar muitas experiências – passou cerca de um ano e meio a misturar água e álcool- Mendeleev chegou à composição ideal para a vodca: 40% de álcool e 60% de água. Entre as façanhas de Mendeleev está a organização da Tabela Periódica, tendo em 1869 formulado 1ª Tabela Periódica dos Elementos.

Limoncello, Sul de Itália
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Limoncello é um licor de limão produzido originalmente no sul da Itália, especialmente na região do golfo de Nápoles, na Costa Amalfitana e nas ilhas de Ischia e Capri, mas também é produzido na Sicília e na Sardenha. É feito à base de limão, álcool, água e açúcar; deve ser mantido no congelador e, consequentemente, bebido bem gelado.

Midus, Lituânia
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O midus é uma bebida alcoólica à base de hidromel, derivado da fermentação do mel diluído em água. “O hidromel tem um papel fundamental na nossa cultura”, afirma o leitor Pasaulio Pileté.
“Nossos ancestrais lituanos já consumiam essa bebida há milhares de anos. A tradição era tomar o hidromel em chifres de animais que eram forrados com metal.”

Pelinkovac, Croácia
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O Pelinkovac é um licor amargo à base de artemísia, sendo a bebida nacional da Croácia.

Boza, Turquia
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O Boza é uma bebida à base de cereais, açúcar e água, popular em todas as regiões que tiveram contacto com o Império Otomano, desde a Ásia Central aos Balcãs. No entanto, a boza da Albânia e feita com farinha de milho e de trigo, açúcar e água, e não tem álcool, tornando-se referência na região, a partir do século XVII. Esta bebida era conhecido na Mesopotâmia há mais de 8000 anos; o nome parece derivar da palavra persa “buze”, que significa milhete, mas vários outros cereais são usados para preparar a boza, tais como o trigo partido (ou triguilho), a cevada e mesmo o grão-de-bico.

Apfelwein, Alemanha
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Apfelwein é a palavra alemã para cidra. Esta cidra é principalmente feitas de maçãs Granny Smith e Bramley e tem um teor alcoólico de 4,8% a 7%. Apfelwein é conhecido regionalmente como Ebbelwoi, Appler, Stöffsche, Apfelmost, Viez (segundo vinho substituto vinho). Na região de Frankfurt, bagas (Sorbus domestica) são adicionados para aumentar a adstringência, denominando-se de Speierling.

Rakija, Balcãs
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Rakija é um brandy de fruta muito popular nos Balcãs. É amplamente considerada ser bebida nacional da Albânia, a Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Roménia, Kosovo, Macedônia, Montenegro e Sérvia. As origens do rakia são desconhecidos. Considera-se que o nome é derivado do árabe عرق [ʕaraq] significa “condensação” (que é a fase final de destilação), através do rakı turco, levando algunos a crer que tem alguma influência do Oriente Médio e foi desenvolvido nos Balcãs durante a era Império Otomano. A recente descoberta de uma equipa de arqueólogos liderada por Philip Petrunov fragmento do recipiente de destilação para a produção de Rakia perto da fortaleza “Lyutitsa” (em Ivaylovgrad). De acordo com especialistas descoberta remonta ao século XI dC.

Ale, Grã-Bretanha
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Ale é um tipo de cerveja produzida a partir de cevada maltada usando uma levedura que trabalha melhor em temperaturas mais elevadas. Tal levedura, conhecida como levedura de alta fermentação, fermenta a cerveja rapidamente, proporcionando um sabor frutado devido a maior produção de ésteres. As características de sabores e aromas frutados, vindos de tais ésteres, podem ser dominantes, como numa Barleywine, ou dificilmente percebidas numa Dry Stout.
As histórias da cerveja e da ale confundem-se até o séc. XV visto que o termo ale, de origem celta, era utilizado na Inglaterra até à introdução da nova bebida, agora chamada de cerveja, que continha adições de lúpulo na sua composição. Em algumas partes do norte europeu, por exemplo na Suécia, o termo öl era usado para designar cerveja com lúpulo, não havendo distinção entre essa e a bebida anterior.
Durante um típico processo de alta fermentação, geralmente, forma-se uma espuma na superfície da cerveja que está fermentando, quando a sua superfície hidrofóbica faz os flocos aderirem ao CO2 e subirem a superfície; devido a isso o termo em inglês frequentemente utilizado é “top-cropping” ou “top-fermenting”. Tipos de Cerveja Ale: Light Hybrid Beer, Amber Hybrid Beer, English Pale Ale, Scottish And Irish Ale, American Ale, English Brown Ale, Porter, Stout, India Pale Ale, German Wheat And Rye Beer, Belgian And French Ale, Sour Ale, Belgian Strong Ale

Mint Julep, EUA
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O Mint Julep é uma bebida alcoólica mista, ou cocktail, consistindo principalmente de bourbon (ou outra espirituosa), água, gelo picado ou raspada, e hortelã fresca. Como um cocktail à base de bourbon, é associado com os estados do Sul e com a cozinha do sul dos EUA, e do Kentucky Derby, em particular. Tradicionalmente, o Mint Julep foi muitas vezes servido em taças de prata ou de estanho, e bebida apenas pelas bordas inferiores e superiores do copo. Isso permite que o gelo forme-se no exterior do copo. Actualmente são usualmente servidos em copo alto com uma palha. O Mint Juled foi originalmente prescrito e aparece na literatura, já em 1784 para “doenças no estômago, com ânsia de vómito frequente, e, às vezes, dificuldade de deglutição.”

Bloody Caesar, Canadá
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Bloody Caesar é um cocktail criado e consumido principalmente no Canadá. Normalmente contém vodka, Clamato (uma mistura de suco de tomate e caldo de mariscos), molho de pimenta e molho inglês, e é servido com gelo num copo tipicamente decorado com um talo de aipo e fatia de limão. O que o distingue de um Bloody Mary é a inclusão de caldo de mariscos. O Caesar foi inventado em 1969 por Walter Chell gerente do restaurante do Calgary Inn (hoje o Westin Hotel), em Calgary, Alberta, Canadá. Ele inventou o cocktail depois de ter aceite o desafio de criar uma bebida de assinatura para o novo restaurante italiano do Calgary Inn. Ele misturou vodka com clam e suco de tomate, molho inglês e outras especiarias, a criação de uma bebida semelhante a um Bloody Mary, mas com um sabor picante exclusivamente. Chell disse que a sua inspiração veio da Itália. Ele lembrou que em Veneza, serviam Spaghetti alle vongole, espaguete com molho de tomate e mariscos. A partir daí concebeu que a mistura de mariscos e molho de tomate faria uma boa bebida, e puré de amêijoas para formar um “néctar” que possa misturado com outros ingredientes.

Snake Wine, Filipinas
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Uma serpente inteira é colocada dentro de uma garrafa de vinho de arroz e permanece ali por vários meses. O álcool preserva a carne da serpente e neutraliza o veneno. O resultado é uma bebida completamente diferente e ousada.

Tej, Etiópia
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Tej é um vinho preparado a partir de mel.

Dawa, Quênia
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Dawa significa remédio. Trata-se de uma bebida com dupla dose de gin ou vodca, ginger ale, limão e água tónica.

Saqué, Japão
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Saqué é uma bebida fermentada tradicional do Japão, fabricada pela fermentação do arroz; tomada geralmente quente e em grandes comemorações, como Ano Novo e cerimónias xintoístas de casamento. A primeira produção de saqué de que se tem notícia data do século III e ocorreu em Nara, antiga capital japonesa. Diversas regiões do país o produzem, mas a região que leva a fama de fabricar o melhor saqué é o distrito de Fushimi, em Kyoto. Existem cerca de 1.600 fabricantes de saqué no Japão.

Baijiu, China
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Licor chinês, que tem sido feito há mais de 5000 anos, é caracterizado por uma fermentação em estado semi-sólido duplo usando fungos como o principal motor de arranque microbiano para a sacarificação. Esta é uma característica típica de licores produzidos no Extremo Oriente. A fabricação de cerveja de baijiu chinês utiliza principalmente grãos com exceção de alguns que usam frutas

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